De louro em ouro…

By victorunico

Aqui está algo para quê um poeta muitas vezes está destinado: morrer no prefácio!

Tão comum quanto dizer-se que o sentido da obra de arte está em quem a vê é o costume de dá-la para que um apresentador canalize seu sentido!

Para a glória dos poetas, não são raros os leitores que saltam esses garranchos imcompreensíveis como forma de matar o tempo!

Moral da história: uma dupla mentira! – O prefaciador finge que apresenta. O poeta finge que importa o que vai escrever o prefaciador.

 

PREFÁCIOS
 

                                  Victorunico

Poetas, tomem cuidado
Com quem vos prefaciam!
Não entreguem assim
O “rosto” e as “orelhas”!
É da obra de vossas vidas
Do que falam. 

Que mesmo quando não vendem…
E em geral poucas poesias vendem…
Não é aí, de cara,
Que colam os olhos os leitores!? 

Tantos cascalhos reviraram
E agora entregam o ouro!? 

Que o ouro não está aí,
Também o creio!
Mas isso é peneira
Que leva ao ouro dos outros.
Ouro de tolos!!!
E o seu, quando reluzirá? 

Que o leitor  sagaz
É ávido de profundezas…
Desejamos! 

Vamos lá:
Cultivemos e cativemos
Nosso acidental intérprete
Desde a superfície! 

Ou será coisa de minha cabeça,
Que queremos vasculhadas
Nossas profundezas!? 

Eêêêêêêiiiaaáá, poetas!!!
Tomem cuidado
Com quem vos prefaciam!
Não entreguem assim
O “rosto” e as “orelhas”! 

Vitória – Domingo, 24 de agosto de 2003 = 22:12 hs.

Uma resposta para “De louro em ouro…”

  1. Emanuel Menim Disse:

    Um bom ponto de vista poético.
    Versos livres, muito livres. Gostei.

    Até mais.

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