Aqui está algo para quê um poeta muitas vezes está destinado: morrer no prefácio!
Tão comum quanto dizer-se que o sentido da obra de arte está em quem a vê é o costume de dá-la para que um apresentador canalize seu sentido!
Para a glória dos poetas, não são raros os leitores que saltam esses garranchos imcompreensíveis como forma de matar o tempo!
Moral da história: uma dupla mentira! – O prefaciador finge que apresenta. O poeta finge que importa o que vai escrever o prefaciador.
PREFÁCIOS
Victorunico
Poetas, tomem cuidado
Com quem vos prefaciam!
Não entreguem assim
O “rosto” e as “orelhas”!
É da obra de vossas vidas
Do que falam.
Que mesmo quando não vendem…
E em geral poucas poesias vendem…
Não é aí, de cara,
Que colam os olhos os leitores!?
Tantos cascalhos reviraram
E agora entregam o ouro!?
Que o ouro não está aí,
Também o creio!
Mas isso é peneira
Que leva ao ouro dos outros.
Ouro de tolos!!!
E o seu, quando reluzirá?
Que o leitor sagaz
É ávido de profundezas…
Desejamos!
Vamos lá:
Cultivemos e cativemos
Nosso acidental intérprete
Desde a superfície!
Ou será coisa de minha cabeça,
Que queremos vasculhadas
Nossas profundezas!?
Eêêêêêêiiiaaáá, poetas!!!
Tomem cuidado
Com quem vos prefaciam!
Não entreguem assim
O “rosto” e as “orelhas”!
Vitória – Domingo, 24 de agosto de 2003 = 22:12 hs.
21 Agosto, 2008 às 7:04 pm |
Um bom ponto de vista poético.
Versos livres, muito livres. Gostei.
Até mais.