Há quem creia que o que faz um poeta é o possuir uma sensibilidade apurada.
Se é assim, é mesmo um tormento possuir uma fisiologia de poeta, já que, neste caso, “fazer tempestade em copo d’água” não é mera figura de linguagem!
Que há tantas realidades a que ser sensível, que fatalmente só podemos ser o tempo todo parciais.
Que mesmo uma palavra nos pode colocar em contato com tão infinitas coisas… que só mesmo desdobrando da vida a poesia, pode a vida ser resguardada de não perder o contato consigo mesma!
Poema originalmente publicado no Jornal PET – Jornal do Curso de Psicologia e Boletim Informativo do Grupo PET Psicologia – UFES. Edição n.º 8, julho de 2000. Foi minha primeira publicação (se é que assim posso chamar).
Acompanhava a seguinte Nota:
“Este poema foi fruto da Oficina de Produção Literária, evento que encerrou o Seminário ‘Universidade em Discussão’, realizado entre 05 e 09 de junho deste ano [2000] como proposta de Atividade de Greve, produzido pelos ‘Estudantes da UFES’”.
Na época nossa moral pedia que não fossem definidos quem eram esses estudantes… mas seria injustificável não dizer que quem coordenadava a oficina era meu caro amigo (Luiz Gustavo) BADARÓ.
22 Fevereiro, 2006 às 2:26 am |
[...] Como vinha dizendo no capítulo Dos incômodos dos poetas…, sob forma de metáfora, um delírio momentâneo me fez associar o silêncio ao luto… e daí ao dicionário de inglês/português. E que coincidência interessante que “luto” se pareça com “manhã” em inglês e soa como “morno” num barbarismo de leitura aportuguesada! [...]